SSD SATA Sem DRAM vs SSD Com DRAM: Faz Diferença Para Quem Só Joga?
Na hora de comprar um SSD barato, aparece uma sigla que confunde: DRAM. Alguns modelos têm um chip de memória DRAM que funciona como mapa do que está gravado; outros, mais baratos, não têm. Fóruns dizem que SSD sem DRAM é "ruim", vendedores dizem que "não muda nada". A verdade fica no meio, e depende do que você faz com o PC. Para quem só joga, a resposta pode economizar algumas dezenas de reais.
O que a DRAM faz dentro do SSD
O SSD guarda os dados espalhados pelos chips de memória NAND e mantém uma tabela dizendo onde está cada pedaço. Com DRAM, essa tabela fica num chip rápido e o controlador encontra tudo na hora. Sem DRAM, a tabela fica na própria NAND, que é mais lenta para esse tipo de consulta. O efeito aparece principalmente em operações pequenas e aleatórias e em gravações longas, quando o SSD está muito cheio.
Nos SSDs NVMe existe ainda um meio-termo chamado HMB (Host Memory Buffer): o SSD sem DRAM pega emprestado um pedacinho da RAM do PC para guardar parte da tabela. Isso reduz bastante a desvantagem. SSDs SATA não têm HMB, então a falta de DRAM pesa um pouco mais neles.
Comparação prática
| Situação | SATA sem DRAM | SATA com DRAM |
|---|---|---|
| Carregar jogos e fases | Quase igual | Quase igual |
| Iniciar o Windows | Quase igual | Um pouco mais rápido |
| Instalar jogo grande (dezenas de GB) | Pode desacelerar no meio | Mais constante |
| Atualizações grandes da Steam | Pode demorar mais | Mais rápido |
| SSD acima de 85% cheio | Fica lento com mais facilidade | Aguenta melhor |
| Durabilidade | Em geral menor nos modelos QLC | Em geral melhor |
| Preço | Mais barato | Um pouco mais caro |
Carregamento de jogo: por que quase não muda
Quando um jogo carrega, ele lê arquivos grandes e, depois, o processador trabalha descompactando e preparando tudo. Nesse momento, quase qualquer SSD SATA já é rápido o bastante: a diferença entre um SATA sem DRAM e um com DRAM costuma ser de poucos segundos, quando existe. O salto grande é sair do HD mecânico para qualquer SSD. Esse sim reduz o carregamento pela metade ou mais e elimina travadas de textura em jogos de mundo aberto.
Onde a falta de DRAM aparece
- Downloads e instalações longas: quando o cache rápido do SSD (SLC) acaba, modelos sem DRAM e com memória QLC podem cair para velocidades próximas às de um HD.
- SSD lotado: com pouco espaço livre, o controlador tem menos área para trabalhar e o desempenho cai mais nos modelos sem DRAM.
- Uso misto: quem edita vídeo, usa máquina virtual ou copia grandes volumes de arquivos sente mais.
TLC e QLC importam mais que a DRAM
Outro dado da ficha técnica pesa tanto quanto a DRAM: o tipo de memória NAND. SSDs TLC guardam três bits por célula e costumam ser mais duráveis e constantes. SSDs QLC guardam quatro bits, são mais baratos por gigabyte, mas ficam mais lentos em gravações longas e têm durabilidade (TBW) menor. Um SSD sem DRAM com TLC costuma ser uma compra melhor que um sem DRAM com QLC.
Dica de ouro: Procure na ficha técnica o TBW (terabytes gravados) e o tipo de NAND. Para um SSD de jogos de 480 a 512 GB, um TBW acima de 150 TB já cobre muitos anos de uso doméstico. Se a ficha não informa nada disso, desconfie da marca.
Preços aproximados
Como referência, SSDs SATA de 480 a 512 GB sem DRAM costumam aparecer entre R$ 150 e R$ 230; modelos com DRAM, entre R$ 220 e R$ 330. Os valores podem variar bastante com promoções. Em muitos casos, um NVMe sem DRAM com HMB custa o mesmo que um SATA com DRAM e entrega mais, desde que a placa-mãe tenha slot M.2 NVMe.
Atenção: Fuja de SSDs de marcas desconhecidas com capacidade alta e preço baixo demais. Existem falsificações que mostram 1 TB no Windows mas guardam bem menos e corrompem os arquivos. Compre em loja com nota fiscal e teste a capacidade real com um programa de verificação logo ao receber.
Qual comprar para jogar
- PC só para jogos, orçamento curto: SATA sem DRAM com TLC, de marca conhecida, deixando 15% a 20% livre.
- Baixa e apaga jogos grandes com frequência: SATA com DRAM ou NVMe com HMB.
- Placa-mãe com M.2 NVMe: vá de NVMe, mesmo sem DRAM, se o preço for parecido.
- Notebook antigo só com SATA: qualquer SATA de marca já transforma o uso; DRAM é bônus.
Resumo: Para carregar jogos, SSD SATA com ou sem DRAM rendem quase igual. A diferença aparece em instalações longas, atualizações grandes e SSD cheio. Priorize marca confiável, NAND TLC e espaço livre; deixe a DRAM como desempate.
Perguntas Frequentes (FAQ)
SSD sem DRAM é ruim para jogos?
Não. Para carregar jogos, a diferença em relação a um SSD com DRAM costuma ser de poucos segundos. Ele perde mais em gravações longas e quando está quase cheio. Para quem só joga e mantém espaço livre, é uma compra aceitável.
Como saber se um SSD tem DRAM?
A ficha técnica de alguns fabricantes informa, mas muitas não. A forma mais segura é pesquisar o modelo exato em análises especializadas, que listam o controlador e a presença de DRAM. Desconfie de anúncios que não dizem nem o tipo de NAND.
Vale trocar um SSD sem DRAM por um com DRAM?
Quase nunca, se o uso é jogo. O ganho seria pequeno. Vale mais a pena comprar um segundo SSD para aumentar o espaço livre ou trocar o HD mecânico restante por SSD.
Quanto espaço livre deixar no SSD?
Uma boa regra é manter de 15% a 20% livres. Em SSDs sem DRAM e QLC isso faz ainda mais diferença, porque o cache rápido e a organização interna dependem de espaço disponível.
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