Memória DDR3L vs DDR3 Comum: Dá para Misturar no PC ou Notebook Antigo?
Quem vai aumentar a memória de um PC ou notebook antigo quase sempre esbarra em duas siglas parecidas: DDR3 e DDR3L. Os pentes têm o mesmo encaixe, o mesmo formato e às vezes até a mesma frequência, então parece que tanto faz. Não é bem assim. A diferença está na voltagem, e em alguns aparelhos ela decide se o computador liga, fica instável ou funciona sem problema. Este guia explica o que muda, quando dá para misturar e qual comprar para o seu caso.
O que muda entre DDR3 e DDR3L
| Item | DDR3 comum | DDR3L |
|---|---|---|
| Voltagem | 1,5 V | 1,35 V (a maioria também aceita 1,5 V) |
| Etiqueta típica | PC3-12800 | PC3L-12800 |
| Encaixe | Igual (mesmo chanfro) | Igual (mesmo chanfro) |
| Uso comum | PCs e notebooks até por volta de 2013 | Notebooks de 2013 em diante e alguns PCs |
| Consumo | Um pouco maior | Um pouco menor |
| Preço usado 4 GB (aprox.) | R$ 25 a R$ 50 | R$ 30 a R$ 60 |
Os preços são aproximados para pentes usados e podem variar conforme a marca, a frequência e a região.
A regra que resolve quase todos os casos
Pense assim: a DDR3L é a versão "flexível". A maior parte dos pentes DDR3L é de dupla voltagem, ou seja, funciona tanto a 1,35 V quanto a 1,5 V. Por isso, colocar um pente DDR3L em um PC antigo que trabalha com DDR3 comum costuma funcionar normalmente: a placa fornece 1,5 V e o pente aceita. O caminho inverso é o problemático. Um pente DDR3 comum, que precisa de 1,5 V, pode não funcionar em um aparelho que só fornece 1,35 V.
Onde a DDR3L é obrigatória
Os notebooks e mini PCs com processadores Intel de 6ª geração (Skylake) que usam DDR3 trabalham oficialmente apenas com DDR3L. O mesmo vale para vários notebooks com processadores Intel de baixo consumo e para alguns modelos com Celeron e Pentium de linhas mais recentes que ainda usam DDR3. Nesses aparelhos, um pente DDR3 comum pode impedir o computador de ligar, causar telas azuis ou funcionar por um tempo e depois apresentar problemas. Não vale arriscar.
Dica: para descobrir o que seu aparelho usa, abra o CPU-Z (gratuito) e veja a aba SPD, que mostra a voltagem e o modelo de cada pente instalado. Outra forma é olhar a etiqueta do pente: se houver "PC3L" ou "1.35V", é DDR3L. Se aparecer só "PC3", é DDR3 comum.
Dá para misturar os dois?
Em PC de mesa e notebook mais antigo que aceita DDR3 comum, geralmente dá. A placa vai trabalhar com 1,5 V, e o pente DDR3L de dupla voltagem acompanha. Em aparelhos que exigem DDR3L, misturar com DDR3 comum não é recomendado. Mesmo quando a mistura funciona, siga estas regras para reduzir problemas:
- Mesma frequência: se um pente é 1600 MHz e outro 1333 MHz, os dois vão rodar a 1333 MHz.
- Mesma capacidade: dois pentes de 4 GB rendem dual channel completo; 4 GB + 8 GB funciona, mas com dual channel parcial.
- Mesmo tipo de pente: notebook usa SO-DIMM; PC de mesa usa DIMM. Eles não se encaixam um no outro.
- Teste depois: rode o Diagnóstico de Memória do Windows ou o MemTest86 para conferir se não há erro.
Vale mais a pena comprar DDR3L?
Se a diferença de preço for pequena, sim. A DDR3L funciona na maioria dos aparelhos DDR3 e também nos que exigem DDR3L, então ela é a escolha mais segura quando você não tem certeza. Para quem joga, a voltagem não muda o desempenho: o que importa é ter capacidade suficiente (8 GB é o mínimo razoável para jogos leves hoje) e usar dois pentes em dual channel, o que pode dar um ganho grande em vídeo integrado.
Atenção: desligue o aparelho da tomada e, no notebook, desconecte a bateria quando possível antes de trocar a memória. Toque em uma parte metálica para descarregar a eletricidade estática. Encaixe o pente em ângulo e pressione até as travas fecharem, sem forçar.
E se o PC não ligar depois da troca?
Primeiro, recoloque o pente com calma, porque encaixe mal feito é a causa mais comum. Se continuar sem imagem, teste um pente por vez. Se o pente novo for DDR3 comum em um aparelho que exige DDR3L, troque por um DDR3L. Em alguns notebooks, a primeira inicialização depois da troca demora mais porque o sistema está reconhecendo a memória; espere um ou dois minutos antes de concluir que não funcionou.
Resumo: DDR3L trabalha a 1,35 V e a maioria também aceita 1,5 V, por isso funciona em quase todo aparelho DDR3. DDR3 comum precisa de 1,5 V e pode falhar em notebooks que exigem DDR3L, como os de 6ª geração da Intel. Na dúvida, compre DDR3L e use dois pentes iguais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Posso usar DDR3L em PC que usa DDR3 comum?
Na maioria dos casos, sim. A maior parte dos pentes DDR3L aceita 1,5 V, que é a voltagem fornecida por placas DDR3 comuns. Confirme na etiqueta ou na ficha técnica se o pente é de dupla voltagem.
Posso usar DDR3 comum em notebook que pede DDR3L?
Não é recomendado. Aparelhos que exigem DDR3L, como notebooks com Intel de 6ª geração, podem não ligar, apresentar telas azuis ou ficar instáveis com pente DDR3 comum de 1,5 V.
DDR3L é mais lenta que DDR3?
Não. A voltagem não muda o desempenho. O que define a velocidade é a frequência, como 1333 ou 1600 MHz, e o uso em dual channel. A DDR3L apenas consome um pouco menos de energia.
Como saber se meu pente é DDR3L?
Olhe a etiqueta: PC3L ou 1.35V indicam DDR3L. Pelo Windows, o CPU-Z mostra na aba SPD a voltagem e o modelo de cada pente instalado.
Misturar pentes de frequência diferente funciona?
Geralmente funciona, mas todos os pentes passam a trabalhar na frequência do mais lento. Para melhor resultado, use pentes de mesma capacidade e frequência em dual channel.
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