Revolução Gráfica: Tudo Sobre o DirectX Raytracing 1.2 e Como Ele Transformará os Jogos

A Revolução do Ray Tracing: Microsoft Anuncia DirectX Raytracing 1.2 e Neural Rendering

A Revolução do Ray Tracing: Microsoft Anuncia DirectX Raytracing 1.2 e Neural Rendering com Significativas Melhorias de Desempenho

DirectX Raytracing 1.2 - Imagem da Microsoft

Imagem oficial da nova tecnologia DirectX Raytracing 1.2 da Microsoft

A Microsoft revelou durante a GDC 2025 uma atualização revolucionária para sua API de renderização: o DirectX Raytracing (DXR) 1.2, acompanhado de tecnologias de Neural Rendering. Essas inovações prometem melhorias significativas de desempenho em GPUs da AMD, Intel e NVIDIA, além de otimizar a qualidade visual em jogos com ray tracing integral.

O Que Há de Novo no DirectX Raytracing 1.2?

O DXR 1.2 introduz duas tecnologias-chave para acelerar o ray tracing:

1. Opacity Micromaps (OMM): Até 2.3x Mais Rápido

  • Problema resolvido: Geometrias com transparência parcial (como folhagem, cercas ou cabelos) exigiam cálculos complexos para determinar se os raios de luz as atravessavam ou eram bloqueados.
  • Solução: Os OMMs pré-calculam dados de opacidade em microtexturas, reduzindo a necessidade de invocar shaders repetidamente.
  • Impacto: Em cenários ideais (como jogos repletos de vegetação, S.T.A.L.K.E.R. 2), o desempenho pode chegar a 2.3x maior.

2. Shader Execution Reordering (SER): Ordem é Progresso

  • Problema resolvido: A divergência de shaders (quando pixels vizinhos exigem tarefas diferentes) reduz a eficiência das GPUs.
  • Solução: O SER reorganiza a execução de shaders para agrupar tarefas semelhantes, maximizando o paralelismo das GPUs.
  • Impacto: Até 2x mais velocidade em cenas com ray tracing intenso, como iluminação global e reflexos.

Neural Rendering: A Fusão entre Gráficos e IA

Neural Rendering em ação

Exemplo de Neural Rendering aplicado a um jogo moderno. Crédito: NVIDIA

Além do DXR 1.2, a Microsoft apresentou o Shader Model 6.9, que inclui:

Cooperative Vectors

  • Funcionalidade: Acelera cálculos de matrizes, essenciais para técnicas de IA aplicadas à renderização.
  • Vantagens:
    • Compressão Neural de Texturas: Reduz o uso de memória em 10x e acelera a descompressão em 10x.
    • Denoising Neural: Algoritmos de IA removem "ruído" em tempo real em cenas com path tracing, tornando a tecnologia viável até em hardware intermediário.

Suporte das Fabricantes

  • NVIDIA: Será a primeira a implementar o DXR 1.2 em GPUs RTX (incluindo séries 30 e 40).
  • AMD e Intel: Também estão trabalhando na compatibilidade, mas os prazos ainda não foram divulgados.
  • Estúdios de jogos: Remedy Entertainment (Alan Wake 2) já demonstrou ganhos de 40% em cenas complexas com o DXR 1.2.

Disponibilidade e Demonstrações Técnicas

A Microsoft anunciou suporte desde o primeiro dia para o DirectX Raytracing 1.2 (DXR) através de suas ferramentas de desenvolvimento, incluindo o depurador e profiler PIX no Windows. Todas estas tecnologias estarão disponíveis na versão prévia do SDK Agility prevista para o final de abril de 2025, permitindo que desenvolvedores comecem a experimentar com estas inovações.

Tech demo mostrando as capacidades de Neural Rendering e DXR 1.2 em ação

  • Integração com Engines: Espera-se que o Unreal Engine e Unity adotem estas tecnologias ao longo de 2025, trazendo os benefícios para milhares de jogos em desenvolvimento.
  • Democratização do Ray Tracing: As otimizações de desempenho sugerem que jogos com iluminação ultra-realista poderão funcionar em GPUs de médio desempenho até o final de 2025.

Polêmicas e Desafios

  • Inspiração na NVIDIA: Críticos apontam que o SER e os OMMs são similares a tecnologias já presentes nas GPUs RTX da NVIDIA (como SER nas RTX 30-series).
  • Concorrência: A dependência do hardware atual pode colocar AMD e Intel em desvantagem inicial, mas a adoção pelo DirectX deve acelerar a padronização.

Conclusão

O DirectX Raytracing 1.2 e o Neural Rendering representam um salto histórico para os gráficos em tempo real. Enquanto o DXR 1.2 resolve gargalos de desempenho com otimizações inteligentes, a integração de IA através do Shader Model 6.9 abre caminho para uma nova era de realismo. Ainda que a NVIDIA lidere a implementação, a colaboração com AMD e Intel sugere um futuro onde o ray tracing integral será acessível a todos os jogadores.

Agora, é aguardar abril para testar as primeiras demos – e torcer para que Cyberpunk 2077 ganhe uma atualização de foliage!

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